O Brasil é, sem sombra de dúvida, uma potência global do agronegócio. Líder mundial de diversos produtos agropecuários, dentre eles o café, o País reforça ano após ano a sua competência como produtor, contribuindo para suprir a demanda da população mundial de alimentos, energia e fibras. Nos países desenvolvidos, a população urbana é majoritária, recaindo sobre uma pequena parcela da população, com o auxilio da tecnologia e do conhecimento, a responsabilidade de abastecê-los. Em países em desenvolvimento, o porcentual da população urbana cresce acompanhado do aumento explosivo da classe média, exigindo que a população rural adquira o conhecimento e adote a tecnologia necessária para o aumento da produtividade que irá garantir os alimentos à mesa de todos.

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO INTERNACIONAL

O Brasil é, sem sombra de dúvida, uma potência global do agronegócio. Líder mundial de diversos produtos agropecuários, dentre eles o café, o País reforça ano após ano a sua competência como produtor, contribuindo para suprir a demanda da população mundial de alimentos, energia e fibras. Nos países desenvolvidos, a população urbana é majoritária, recaindo sobre uma pequena parcela da população, com o auxilio da tecnologia e do conhecimento, a responsabilidade de abastecê-los. Em países em desenvolvimento, o porcentual da população urbana cresce acompanhado do aumento explosivo da classe média, exigindo que a população rural adquira o conhecimento e adote a tecnologia necessária para o aumento da produtividade que irá garantir os alimentos à mesa de todos.

Quando avaliamos em escala global, países produtores, a exemplo do Brasil, se especializam cada vez mais na produção, exigindo negociações e soluções logísticas complexas e eficientes que interliguem fornecedores com consumidores. E, se por um lado, essa dinâmica traz tranqüilidade às famílias quanto ao abastecimento de supermercados e mercearias, por outro, amplia o distanciamento da população como um todo do processo produtivo. Isso significa que uma pessoa pode apreciar uma bebida, um alimento ou uma roupa de algodão, mas desconhece o caminho que percorreu para que chegue até ela.

Com o café, não é diferente. A cada dez xícaras consumidas no mundo, três são preparadas com grãos brasileiros. Mas são, principalmente, os grãos colombianos que ficam com a fama da qualidade e da origem. Não raro se escuta que o maior produtor de café do mundo é a Colômbia e que seus grãos são os mais especiais. Isso demonstra que a percepção do consumidor final nem sempre reflete a realidade, mas o impacto dessa percepção é sentido diretamente pela cadeia produtiva.

Essa percepção dos consumidores finais reflete o resultado de um esforço da organização do setor produtivo cafeeiro colombiano que, em 1927, criou a Federação Nacional dos Cafeicultores da Colombia (FNC), um grêmio privado, sem fins lucrativos, cujo objetivo principal era defender a atividade dos cafeicultores. Em 1959, a FNC criou o personagem Juan Valdez com a principal função de promover ao mundo o trabalho e a dedicação que tornam possível a obtenção de um produto de excelência, posicionando o Café da Colômbia no mercado mundial através da estratégia de diferenciar os grãos colombianos de seus competidores internacionais. Em 1981, Juan Valdez passou a levar sua mensagem mundo a fora.

Ou seja, já são cinqüenta e oito anos de esforços em comunicação e marketing estratégico junto ao consumidor final, posicionando a marca Juan Valdez. Hoje, o cafeicultor e sua mula já contam com uma rede internacional de cafeterias e presença em milhares pontos de venda, inclusive no Brasil, na rede Pão de Açúcar, na qual chegou ao final de 2016.

No Brasil, a marca Cafés do Brasil foi lançada na Copa do Mundo de 1982, criada para indicar o patrocínio do Instituto Brasileiro do Café (IBC) à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ela foi registrada em 2000 como marca oficial no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) sendo que o seu logotipo pode ser usado nos produtos de empresários e exportadores.

Em 1991 surgiu a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), com a finalidade de elevar os padrões de excelência dos cafés brasileiros oferecidos aos mercados internos e externos. Em 1998, através da parceria com a Alliance for Coffee Excelence (ACE), foi a idealizadora do Concurso de Qualidade Cafés do Brasil – Cup of Excellence, que também tem etapas em mais 11 países produtores no mundo. Atualmente, é a entidade parceira da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX) na promoção internacional dos cafés brasileiros.

 Mas, diferentemente de outras origens, o Brasil é um país com dimensões continentais, com mais de vinte regiões produtoras com perfis de cafés exclusivos, dentre os melhores do mundo. O desafio é comunicar essa realidade ao consumidor final e fazer chegar a mensagem da excelência dos nossos cafés. E a Região da Alta Mogiana, através do desenvolvimento da sua Indicação de Procedência, está buscando fazer a sua parte para conscientizar as novas gerações urbanas ao redor do globo do nosso potencial qualitativo e do poder de produção do café brasileiro!